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Arte de Bem Viver

Arte de Bem Viver

Bem viver é uma arte, quase que marcial! Exige disciplina, vigor e coragem. Exige humildade, gratidão e celebração. Exige perdão! Como assim, uma arte com tantas exigências? Exigir vem do latim exigo: conduzir para fora. Nesse sentido, viver bem é agir sobre um dispositivo que dispara ações produtoras de um sentimento de estar de acordo consigo próprio. Atitudes concretas que nos conduzem a viver de acordo com uma ética totalmente subjetiva e inarredável. Viver bem não é fácil. É bastante simples, assustadoramente simples, eu diria. Desconcertantemente simples, eu arriscaria. Simples, porém nada fácil! Essa receita de bolo é tão particular para cada um de nós que, frequentemente, não agrada as pessoas que estão acostumadas a viver segundo a cartilha dos bons modos. Lembro Adriana Calcanhoto: na música Bons modos, ela diz "eu não gosto dos bons modos, eu não gosto".  Eu também não, Adriana! Aliás, tenho medo de gente que porta "bons modos". Dentro de seus corações se escondem sprays metálicos de julgamentos, do tipo: menos isto ou aquilo, mais daquilo outro. Para esses juízes togados de plantão, nunca a autenticidade é uma boa medida. Por isso eu digo que viver bem, de acordo com os valores subjetivos de cada um de nós, desperta muitas críticas. Esse código interno necessita ser atualizado o tempo todo. Não é fácil o trabalho de autoconhecimento. É um percurso solitário! Necessitamos movimentos internos altamente sofisticados. O primeiro deles é desejar se fazer feliz, ainda que esse desejo aponte para um caminho de desconstrução das nossas idealizações de que ser feliz é um caminho naturalizado como inerente ao viver. O segundo passo é observar-se atenta e amorosamente, reconhecendo que nem sempre o que percebemos será bem acolhido por nós nem pelas pessoas que amamos. Somos especialistas em borrar nossas percepções, na tentativa de não enfrentarmos o que percebemos. O terceiro grande passo é investigarmos muito corajosamente essas percepções e reconhecermos nossos sentimentos e necessidades. Nesse momento, nos enfrentamos com nossas vulnerabilidades. Necessitamos toda humildade e autoperdão para reconhecermos que é necessário tomar providências a partir dessas descobertas. Só então é hora de agir! E que hora exigente! Sempre no aqui e agora, atualizando a pulsante inervação de estarmos vivos, a vida nos dói. Não é fácil seguir a sugestão de Clarice Lispector e acolher a dor inerente ao viver ao invés de encapar os nervos.  A celebração de que esta dor é bem-vinda por nos informar o quanto estamos vivos amplia a consciência de que somente nós somos responsáveis pelo duro e libertador trabalho de escolher nossas ações. É simples. Assustadoramente simples. O duro é que não há com quem dividir esta parada! Pelo fio da navalha da vida, neste tênue equilíbrio, cada um de nós só passa sozinho. Equilibrando-se no autoperdão de honrar o que há de sagrado em cada um de nós, é possível viver bem consigo e com outros de igual coragem. Christiane Ganzo Curso A Arte de Bem Viver Data: 24 de novembro e 01 de dezembro Horário: 19h30 Local: Rua Bororó, 25 – Vila Assunção Investimento: R$ 370,00 Inscrições:https://goo.gl/forms/qHvfXQu1fi6558Si2      

Informações

Data do Evento 16/11/2016 - 16/11/2016
Duração h
Horário 19:00 - 22:00
Contato contato@bororo25.com.br
Telefones (51) 3346-6171 ou (51) 99692-8185

Inscrição

Este evento já foi encerrado