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Crianças: tão iguais e tão diferentes!

Crianças: tão iguais e tão diferentes!

Encerrou ontem (29/10), o curso “Tu não manda em mim! Educando nossas crianças”, com uma certeza: embora muitos digam que as crianças são todas iguais, elas são, na verdade, pequenos sujeitos singulares, únicos em suas potências, habilidades e percepções. Muito diferentes, então, umas das outras. Por essa razão, não é possível construir um “manual” de educação que se aplique a todas elas. Até mesmo para irmãos que são educados pelas mesmas pessoas, num mesmo ambiente familiar.

“A criança é naturalmente saudável, mas ela precisa que o adulto valide sua saúde. As crianças mais saudáveis vão manter a sua posição de saúde e vão afrontar o meio. Elas não vão sucumbir, não vão se submeter à ordem do ambiente familiar, nem o da escola”. É importante que pais e educadores estejam instrumentalizados para oferecer saúde, para alfabetizarem a criança para a saúde emocional, incentivando-a em suas potências e oferecendo-lhe a verdade. A verdade é sempre curativa. Oferecer-lhe nossos sentimentos mais amados é ensinar-lhe a respeitar e oferecer os seus próprios.

“O conceito de castigo está intrinsecamente relacionado ao exercício de um suposto poder, no qual o adulto define que determinada expressão é inadequada e, através de uma ação disciplinadora da criança, tenta impor-lhe uma aprendizagem por meio da privação. Crianças também colocam seus cuidadores de castigo, quando se relacionam de forma agressiva, indiferente, desabonadora, entre outras, muitas vezes, conscientes dessa prática. A expressão ‘dar limites’ é usada, no senso comum, como uma tentativa de ‘enquadrar’ a criança. Porém, em bororoês, utilizamos a expressão ‘oferecer nossos limites’”. Um exemplo bem prático é quando dizemos ao nosso filho que estamos cansados e que não temos mais condições de achar graça das suas traquinagens. Desta forma, oferecemos nossa impossibilidade de seguir brincando.

É fundamental que lhes ofereçamos, também, o conceito de responsabilidade, no lugar de “culpa”, para que as crianças reconheçam que suas ações geram consequências e que, nem sempre, suas escolhas lhes trarão o resultado que desejam. Isso faz parte do incontrolável que a vida nos oferece. Quando não o fazemos, podemos gerar adultos adoecidos, que “culpam” a vida ou os outros por suas frustrações, ou que pensam estar no controle das situações, vivendo o delírio de ter “tudo sempre dominado”.

Sabedores de que somos regidos por nossa inconsciência e de que ela se manifesta nas pequenas coisas, por meio da intuição, é importante que a respeitemos. “Em nossa cultura, aquilo que não for sustentado racionalmente tem menos valor de crédito e o sujeito, para defender suas intuições, precisa ter muita confiança em si-próprio, coisa que, em geral, não ocorre. No que se refere às intuições que nossos filhos têm ou a que nós, cuidadores, temos a seu respeito, não respeitá-las é muito arriscado, pois as consequências poderão ser nefastas”.

Veja trechos das aulas em vídeo no nosso canal no youtube: http://www.youtube.com/user/BORORO25ZS?feature=mhee

Informações

Data do Evento 30/10/2012 - 30/10/2012
Duração h
Horário 19:00 - 22:00
Contato contato@bororo25.com.br
Telefones (51) 3346-6171 ou (51) 99692-8185

Inscrição

Este evento já foi encerrado