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Eu escolhi me fazer feliz

Eu escolhi me fazer feliz

A vida é feita de escolhas. Parece lugar-comum, mas efetivamente é assim que acontece: escolhemos o tempo todo, sem parar, sem parar. É bom para todos nós – e pré-requisito para o êxito da escolha de um caminho – que, neste processo de escolhas esteja sempre presente “o desejo de me fazer feliz”. Este foi o tema do curso O Desafio das Escolhas, encerrado na quarta-feira (24/04).

Existem etapas para uma escolha saudável, que podem ser aprendidas por meio da tecnologia de gestão emocional da Bororó25, que é o Método Curação. Elas acontecem em três momentos:

Primeiro momento: processo de escolha propriamente dito. Abrange (a) percepção (desejos/pensamentos/ações/afetos) por meio da Atenção Amorosa - AA = emoções; (b) significação (para quê?/por quê?/como?/onde?/com quem?/quando?), promovendo uma Investigação Amorosa – IA  = sentimentos; (c) construção dos possíveis cenários das consequências; (d) reconhecimento de nossas limitações frente aos piores cenários; (e) reconhecimento do desejo mais forte; (f) escolha da ação curativa: é bom pra mim? (Processo de Escolha); e (g) renúncia e luto do não escolhido.

Segundo momento: realização da opção escolhida, visando construir a Ação Curativa (AA), por meio de (a) realização da ação escolhida; (b) observação constante dos dez movimentos; e (c) percepção dos afetos associados à realização das ações.

Terceiro momento: colheita dos resultados. Percebe-se, aqui, o retorno da percepção - que surge em função dos resultados obtidos (Atenção Amorosa), e a investigação dos resultados à luz do reconhecimento da responsabilidade pelo próprio cuidado e da impossibilidade de controlar o incontrolável.

Em muitas situações do nosso viver, realizamos escolhas de forma totalmente automática, sem demandar a atenção que elas merecem. É bom saber que a tendência “queixosa” do “fui obrigado a fazer tal coisa” é, na verdade, uma tentativa de desresponsabilização. Nunca somos obrigados a nada, fazemos o que desejamos. O que acontece é que, muitas vezes, nossas escolhas se fazem entre o ruim e o pior, enquanto nos contrariamos pela inexistência da boa opção. Outras vezes, ficamos frustrados, pois “temos” que escolher entre duas coisas boas. E não podemos ter tudo o que desejamos.

É frequente que pensemos na escolha e em seu resultado como uma “aquisição”, “um ganho”. Nossa consciência percebe aquilo que escolhemos. Porém, nossa inconsciência percebe, também, aquilo que não foi escolhido, “o que perdemos”. E, se não estivermos atentos, ficaremos frustrados por não podermos ter tudo, contrariados em “ter que escolher” entre opções que nos parecem muito distintas das que gostaríamos. Nesse cenário de “submetimento”, não há como não sofrer (A felicidade possível, p. 60-63, p. 203-223). Escolha é sempre uma situação de perde-ganha. Ganhamos o escolhido e perdemos aquela opção da qual declinamos. Isso requer um atento trabalho de luto.

A idealização do “não-escolhido” representa nossa incessante busca de certezas. Tentamos repousar na ilusão de que “se tivéssemos” escolhido tal coisa, “teríamos” obtido melhores resultados. Mesmo na escolha entre o bom e o melhor, o resultado poderá não ser o “esperado”. Isto é, mesmo quando se escolhe entre duas opções “muito boas”, o resultado poderá não ser bom.  É como chegar à frente de um buffet e ficar em dúvida entre a carne e o frango. Os dois parecem bons. Escolha feita e o sabor não era dos melhores. O que fazer? Punir-se por não ter escolhido a outra opção? “Com certeza, seria melhor!” Impossível saber. Não sabemos tudo, o tempo todo, de antemão.

No caminho da promoção da saúde, ou da construção da felicidade possível, é fundamental a desconstrução de toda e qualquer idealização sobre quem somos, sobre os outros e sobre os fatos de sua vida. Somente aqueles que dedicam sua Atenção Amorosa ao processo de renúncia e luto do “não-escolhido” poderão se apaziguar e acolher os resultados decorrentes do “escolhido”, sendo eles condizentes ou não com seus desejos. Poucos são aqueles que sabem que escolher é perder o não escolhido, é viver o processo do luto do que foi deixado para trás.

É possível que o segredo da arte de escolher resida no reconhecimento de que o momento da escolha é a etapa final de um longo processo que, se vivido com Atenção Amorosa e Investigação Amorosa de nossos pensamentos, sentimentos e desejos, proporcionará a escolha de um caminho e não de um resultado. E  já nos sentimos felizes por sabê-lo.

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Informações

Data do Evento 25/04/2013 - 25/04/2013
Duração h
Horário 19:00 - 22:00
Contato contato@bororo25.com.br
Telefones (51) 3346-6171 ou (51) 99692-8185

Inscrição

Este evento já foi encerrado