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Método Curação

O Método Curação nasceu de nossas vivências, andanças e estudos. Sistematizamos a observação dos processos de cura vividos por muitas pessoas acompanhadas por nós. Tem como ponto de partida as experiências dos encontros, e tem como base teórica a filosofia e a psicanálise

O Método Curação é uma prática de autoanálise e de ação que traz a instrução de que a cura emocional se dá pela escolha e realização de ações curativas. É uma tecnologia de gestão das emoções composta por uma rede conceitual, uma estrutura e dinâmicas.

Curação significa a arte de SE fazer feliz, a arte de bem cuidar-se. Curação contém duas fortes proposições: cura e ação. Cura evoca cuidado, estando intrinsecamente associada à ação. Não existe ação fora do presente. O presente é o único tempo em que vivemos, em que cuidamos de nós. É no presente que agimos. A ação é sempre no agora. Ideias sem ação são potências amputadas, energias em estado latente.

Somos autores de nosso próprio viver. Porém, muitas vezes, não reconhecemos essa autoria e não nos responsabilizamos por nossas ações, deixando de desfrutar do único lugar que nos cabe: o centro de nossas vidas. O Método Curação vem para nos instrumentalizar para que assumamos esse protagonismo de forma saudável.Saiba mais no Libreto 3, aforismos 1 a 12 da Série A Arte de Se Fazer Feliz.

Meta

A meta do Método Curação é a construção da felicidade possível para cada sujeito. É a consciência de um se fazer feliz, com quem eu possa ser enquanto estiver sendo, a cada momento. O rigor da meta é a felicidade incondicional, em oposição à felicidade idealizada. Saiba mais em Libreto 3, aforismos 9 e 10.

Pauta

A pauta do Método Curação é o desejo consciente do sujeito de SE fazer feliz. O rigor da pauta é definido pela subordinação das vontades ao desejo maior: SE fazer feliz, sem a utilização de atalhos. Pautado por suas verdades ,a pessoa será capaz de construir sua felicidade possível. Saiba mais em Libreto 3, aforismos 11 e 12.

Objeto

Quem estamos sendo muda na presença de cada pessoa e de cada fato de nossas vidas. O objeto do Método Curação é quem a pessoa está sendo a cada momento. Isso não é percebido em sua totalidade, dada a regência da inconsciência sobre o viver. Saiba mais em Libreto 3, aforismos 7 e 8.

A Equação da Felicidade Possível:
uma das dinâmicas do Método Curação

A Equação da Felicidade Possível é uma das dinâmicas do Método Curação. É uma ferramenta prática, para uso cotidiano na construção de um viver saudável. A equação inicia com uma constante: K - desejo consciente de SE fazer feliz. As outras etapas se referem a processos que variam o tempo todo: percepção (P), significação (S) e ação (A).

A variação corresponde ao fato de que, a cada momento, surgem novas percepções a serem significadas e que resultarão em novas ações.

Rede Conceitual
Conceitos de apoio ao aprendizado do Método Curação



Acolhimento x Submetimento

Acolher é uma atitude de composição com os fatos, proporciona uma ampliação da alma daquele que acolhe. Submissão, ao contrário, é uma atitude de encolhimento, uma posição de contrariedade frente aos fatos. Acolhimento é o princípio básico do Método Curação.

Responsabilidade x Culpa

A responsabilidade e a culpa têm sido utilizadas como sinônimos. Entretanto, para nosso rigor conceitual, são, na verdade, excludentes entre si. Vivemos em uma cultura que utiliza a culpa, em vez da responsabilidade, como base de seus princípios de educação e controle. Culpa é a primeira e mais forte criação de uma importância totalmente indevida que o sujeito inventa para si. Responsabilidade é tomar para si as escolhas e as ações para um viver saudável.

Fato x Trauma

O fato se refere ao reconhecimento da ocorrência de um evento, que poderá ser físico ou psíquico. Ele não traz em si um juízo de valor, não é bom nem ruim. Os fatos estão inscritos em um período de tempo, têm início e fim. O que fazemos a partir do fato são interpretações sobre eles. Essas interpretações adquirem um colorido, de acordo aos valores de quem as significa. Algumas vezes, vivenciamos certos fatos com muita contrariedade e, por não acolhê-los, nós os transformamos em traumas. O trauma é uma construção emocional sobre o fato, significando-o de forma negativa. Nossa energia fica consumida no reviver da situação e na busca de outro desfecho que jamais acontecerá, pois o passado não se modifica. Porém, é possível modificarmos nossas interpretações sobre fatos passados. Exatamente por isso, somente desconstruímos um trauma quando o acolhemos como um exigente e triste fato.

Dor x Sofrimento

A dor é inerente ao viver, enquanto que o sofrimento é opcional, já dizia Drummond. A dor, tanto física quanto emocional, é uma percepção que informa que algo ocorre na direção oposta do que gostaríamos. Tem início e fim. Já o sofrimento é uma construção emocional que marca de forma exacerbada essa contrariedade. Sofrimento é tudo o que reverbera e amplia a sensação de contrariedade aos fatos e à realidade como ela se apresenta. Do acolhimento à dor, surge a tristeza, e da contrariedade a ela, o sofrimento.

Desejar x Esperar

O desejo é a expressão de vontades conscientes ou inconscientes que dependem da pessoa. Desejar demanda uma atitude ativa, na direção de agir para realizar seus desejos. Esperar, de “esperança”, remete a uma atitude passiva, uma espera que algo aconteça, independente de sua ação. Esperar é sinônimo de expectativa. Ao esperarmos, nos desresponsabilizamos de nosso próprio cuidado.

Potência x Poder

A potência do sujeito é sua força de expansão, sua confiança na própria capacidade de bem cuidar-se. Também a chamamos de potência criativa. A potência pressupõe colaboração, cooperação, uma “potencialização” de capacidades. Todos somos potentes e portadores de diferentes potências. Diferente dela, o poder se relaciona a um delírio de controle. É uma força de contração e opressão. O poder é uma ilusão, já que não somos poderosos e, sim, podemos ocupar lugares de poder. O poder pressupõe submissão e superioridade. A potência expande, o poder adoece.

Sentimento x emoção

A emoção é uma experiência afetiva que tem expressão no corpo, correspondendo a reações motoras e metabólicas involuntárias. Os corpos manifestam, automaticamente, emoções sem a mediação da consciência. Em geral, as emoções se apresentam com padrões de expressão corporal características. Em função disso, podemos perceber quando alguém está alegre, com medo ou com raiva. O sentimento é o modo como a pessoa significa suas emoções; é subjetivo, da ordem do privado. É o resultado do processo consciente ou inconsciente de significação. Em função disso, a construção do sentimento consciente de felicidade requer contato do sujeito com sua alma e constante trabalho emocional.

Ações curativas X Ações impulsivas

As ações curativas são aquelas realizadas dentro do espaço de governabilidade de cada sujeito. São mediadas pelas forças ativas, constituindo-se em ações saudáveis. As ações impulsivas são frutos de descarga, e muitas vezes estão associadas à intenção da pessoa em evadir-se de sua ansiedade. São mediadas pelas forças reativas e representam uma tentativa do sujeito de controlar o incontrolável.

Si próprio x si mesmo

O si-próprio vive no presente, sem aprisionar-se a fatos ou sentimentos passados, sem traumas, sem ressentimentos. Existe um predomínio das forças ativas. Sua pauta é a ética consigo, com os valores próprios e atuais em sua vida e não com a moral, que expressa valores coletivos externos, muitas vezes sem qualquer correspondência com sua vida atual. O si-próprio acolhe os fatos e se acolhe frente aos fatos, investigando seus afetos e escolhendo ações curativas a cada instante. O si-mesmo vive embebido em críticas e culpas; aprisionado a um código de valores coletivo, idealizado, carregado de juízos morais, de “certos e errados”. Correspondem, muitas vezes, aos valores familiares e sociais, mas não aos valores atuais do sujeito, impedindo sua multiplicidade, seu eu-caleidoscópio.

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